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O que você precisa entender sobre Produtos Irregulares
A Anvisa cria e fiscaliza normas para as áreas da farmácia, cosmético, nutrição e outros. Além disso, monitora para que tudo esteja correto e legalizado. Para isso, utilizam a Notivisa - sistema que auxilia no controle das empresas e produtos liberados no Brasil.
Esse sistema recebe as informações dos produtos no mercado, ou seja, queixas técnicas, reclamações de eventos adversos, que pode sinalizar que um produto ou empresa esteja com problemas.

Queixas e Reações adversas a medicamentos e produtos
As queixas sobre medicamentos podem ser inúmeras e nem sempre indicam que aquele medicamento não é seguro. Podem sinalizar, por exemplo, falha na produção do lote. Além do mais, qualquer reclamação pode ser gerada por coisas que a ciência não descobriu naquele produto enquanto era testado, ou que coloque em check a segurança do mesmo. Até um desvio do sistema de qualidade pode prejudicar a fabricação do produto e compromete a eficiência do medicamento ou até mesmo excursão de temperatura na cadeia de distribuição do mesmo.

Como a Anvisa recebe as queixas e monitora?
Caso ela receba inúmeras reclamações de determinado produto que não havia sido informado em seu prospecto, a Anvisa irá notificar a indústria fabricante para que reveja os estudos, monitore melhor os resultados, cheque problemas de fabricação do lote, etc. Além de monitorar medicamentos, ela vigia cosméticos, produtos de saúde e correlatos, alimentos, transplantes de órgãos, produção e comércio relativos a sangue, e muitos mais empresas e produtos. Cada classe de produtos tem um sistema que vai receber essas informações, checa, monitora e vai acompanhar os resultados.
Essas denúncias são recebidas no órgão pelo ANVISA no canal de notificações em vigilância sanitária – Notivisa que os redistribui para o setor competente, que são órgãos de vigilância específicos como: a fármaco-vigilância, tecno-vigilância, nutre-vigilância, hemo-vigilância (que cuida dos componentes sanguíneos, ou seja, bolsas, os órgãos, plaquetas, etc.), a bio-vigilância (que são as células tronco e órgãos humanos), cosméto-vigilância (para produtos cosméticos), adventos diversos e saneantes (que são produtos de limpeza e hospitalares).  Depois de receber a informação eles dão prosseguimento às medidas que devem ser tomadas e entre elas está uma rede, chamada Rede Sentinela que atua auxiliando o Órgão.  Depois que for constatado o problema, a Rede libera alertas; notifica a empresa responsável pelo problema; notifica o público sobre o ocorrido e por aí vai.
Para que haja mais segurança no monitoramento desses produtos, a Anvisa conta também com a rede Sentinela. Ela age observando os dados, integrando as informações do sistema da Notivisa e gerenciando os conflitos, inclusive com o disparo dos alertas e comunicados à população e  distribuindo  notas técnicas porque,  muitas vezes,  a mídia faz uma divulgação;  ninguém conversa com fabricante para verificar o fato; o paciente não procura informação correta ou lê a bula para saber se houve algum equívoco; nestes casos a ANVISA acaba soltando informes que explicam tecnicamente o que está acontecendo, e ela faz isso baseada em todas as informações pois possui indicadores para as análises, assim como uma empresa analisa sua gestão e administração para cuidar de suas vendas. A ANVISA faz as leis, as empresas seguem.  Ela analisa o produto e dá ok, a empresa joga no mercado. Duzentos milhões de potenciais consumidores são os juízes que vão dizer se o produto, serviço e processos estão corretos ou não.
A maior parte das denúncias surgem do próprio mercado, e uma amostra disso é quando uma empresa se sente prejudicada por outra e usa o Notivisa para tentar minimizar suas perdas. O concorrente está importando um produto, o que prejudica o mercado e a empresa que se sente lesada; ou então existem fraudes; as empresas dão um jeito para que essas queixas cheguem ao sistema e cobram providencias do Órgão. O ideal é que essas denúncias sejam feitas acompanhadas de todos os artigos de lei que estão sendo infringidos, e facilite deveras o trabalha dos fiscais da Anvisa. Isso acelera todo o processo e resolve muito mais rápido todas as irregularidades.
O trabalho que a ANVISA realiza por todo o país é gigantesco. Imagine que com tanto ecommerce, tanto laboratório pequeno, tanta gente importando direto medicamentos, suplementos, cosméticos, o quão difícil é sua tarefa de controlar tudo, por isso é tão importante a denúncia e que estas informações estejam, definitivamente todas informatizadas e disponíveis para a consulta de todos os servidores do órgão e da população em geral.

Propaganda não é a alma do negócio? 
Tão importante quanto fiscalizar e monitorar produtos e empresas, a ANVISA também tem sob sua responsabilidade a fiscalização de publicidade e propaganda dos produtos farmacêuticos, de saúde e correlatos, cosméticos, nutricionais, alimentares, sanitários, etc.
Todos os produtos, depois de registrados e autorizados para comercialização, têm rotulagem básicas obrigatórias a obedecer. Os requisitos mínimos de informação têm que ser cumpridos e deve existir critérios para que as empresas não façam rotulagens que vão induzir ao consumidor a uma automedicação, ao equívoco de um benefício que o produto não possui curas milagrosas.
É muito comum você ler no rótulo uma informação sobre um produto que foi feito para um objetivo e acabe sendo também inserido em outro que não tem absolutamente nada de real na sua comprovação. É como se uma empresa que tivesse aprovado um produto como cosmético e, no seu rótulo, fala que ele cura determinada doença dermatológica. Quem cura, trata e previne é medicamento
Para se fazer uma alegação ou afirmação sobre o uso do produto, deve-se seguir as normas da Anvisa para propaganda e marketing e elas são bem claras quanto ao uso do registro que esse produto teve, das indicações que ele tem e, se no decorrer do uso pela população uma nova serventia for percebida para aquele produto, a empresa terá que atualizar o registro, acrescentando os novos usos.
A ANVISA também faz a normatização e monitoramento da propaganda específica para cada produto, inclusive esses infantis