Brasil registra recorde de bioinsumos em 2025 e moderniza registro de defensivos agrícolas

1/7/20262 min read

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os números finais do balanço anual de registros de agrotóxicos e bioinsumos no Brasil ao longo de 2025, apontando um ano histórico de avanços regulatórios e inovação tecnológica no setor agropecuário.

Resumo dos principais resultados

Em 2025, o País encerrou o ano com 912 registros concedidos de agrotóxicos e afins, entre produtos técnicos, equivalentes e bioinsumos, segundo dados consolidados no Ato nº 63 da Coordenação‑Geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa.

Destaques incluem:

  • 162 bioinsumos registrados, o maior número da história no Brasil — incluindo variedades biológicas, microbiológicas, bioquímicas, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, alguns aprovados também para uso em agricultura orgânica.

  • 323 produtos técnicos, destinados ao uso industrial, sem venda direta aos produtores.

  • ✅ Registros para 6 produtos técnicos inéditos no País e 19 produtos formulados com ingredientes ativos novos, expandindo significativamente o portfólio fitossanitário disponível.

A importância dos ingredientes ativos novos

A entrada de ingredientes ativos inéditos no mercado vai muito além de um título bacana no balanço: representa um avanço estratégico para a defesa fitossanitária nacional. Eles ampliam os modos de ação no combate a pragas e doenças, fortalecem práticas de manejo integrado e reduzem riscos de resistência de pragas a tecnologias antigas.

Entre as novas moléculas registradas estão nomes como:
Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram, que reforçam a competitividade tecnológica do agro brasileiro.

Produtos equivalentes e concorrência

A maior parte dos registros concedidos em 2025 foi de produtos equivalentes ou genéricos — aqueles que já existem no mercado, mas que, ao serem aprovados, ampliam a concorrência, melhoram o abastecimento e podem reduzir custos para os produtores rurais. Parte significativa desses registros, porém, decorre de decisões judiciais relacionadas ao atraso nos prazos legais de análise, incluindo processos iniciados em 2015 e 2016.

Registro ≠ uso no campo

O Mapa ressalta que o número de registros concedidos não se traduz automaticamente em maior uso de defensivos ou bioinsumos na agricultura. A decisão de aplicar um produto depende de fatores técnicos, como tipo de cultura, pressão de pragas, clima e sistema de manejo adotado. Dados anteriores indicam que uma parcela substancial de produtos registrados nem chega a ser comercializada.

Fiscalização e regulação mais rigorosas

Em 2025, o órgão intensificou as ações de fiscalização e controle, incluindo chamamentos públicos para revisão técnica e atualização documental de diversos ingredientes ativos considerados críticos, como glifosato, 2,4‑D, atrazina, entre outros. Um resultado prático dessa atuação foi a suspensão cautelar de 34 registros de produtos agrotóxicos, reforçando a preocupação com segurança e conformidade.