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Como obter AFE ANVISA?

1. Autorização de Funcionamento (AFE) ANVISA: Guia Regulatório para Indústrias, Distribuidoras, Importadoras, Transportadoras e Operadores Logísticos

A Autorização de Funcionamento (AFE) é o alicerce legal indispensável para qualquer empresa que pretenda atuar na cadeia de produtos sujeitos à vigilância sanitária no Brasil. Concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a AFE atesta que o estabelecimento possui condições técnico-operacionais e administrativas para manipular categorias específicas de produtos, abrangendo medicamentos (comuns e especiais), dispositivos médicos (correlatos), cosméticos, perfumes, produtos de higiene e saneantes domissanitários.

Para fabricantes de equipamentos médicos e materiais de saúde, a complexidade regulatória é ainda maior. Além da AFE, esses estabelecimentos devem observar a obrigatoriedade da Certificação Compulsória INMETRO para itens específicos, conforme a Portaria INMETRO nº 384/2020. Esta integração entre a conformidade técnica do produto (INMETRO) e a autorização operacional da empresa (ANVISA) é o que garante a segurança e a eficácia dos dispositivos no ambiente clínico.

Todo o processo de obtenção e manutenção da AFE deve estar fundamentado em normas rigorosas, como a RDC 665/2022, que estabelece as Boas Práticas de Fabricação de Dispositivos Médicos, a RDC 48/2013 para cosméticos, a RDC 47/2013 para saneantes, e a Lei nº 6.360/1977, que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os produtos farmacêuticos e correlatos. Ignorar essas diretrizes não apenas impede o registro de produtos, mas expõe a empresa a sanções que podem paralisar totalmente suas atividades comerciais.

1.1. Definição da AFE como requisito de existência legal perante a ANVISA

Juridicamente, a AFE é uma licença indispensável para a existência e operação legal de empresas que lidam com medicamentos, dispositivos médicos (correlatos), cosméticos, perfumes, produtos de higiene e saneantes domissanitários. Sem essa autorização, o estabelecimento é considerado irregular, ficando impedido de fabricar, importar, distribuir, armazenar ou transportar qualquer produto regulado no território nacional.

Tecnicamente, a obtenção da AFE ocorre via peticionamento eletrônico no sistema Solicita da ANVISA. O órgão avalia se o estabelecimento regulado possui as condições sanitárias adequadas para a atividade pleiteada. Para indústrias de equipamentos eletromédicos, este escopo técnico é indissociável da conformidade do produto, exigindo que o projeto esteja alinhado às normas de segurança validadas pelo INMETRO, criando um ecossistema de proteção que une a gestão da empresa à integridade do dispositivo.

1.2. A Lei nº 6.360/1977 e o controle sanitário de produtos para saúde

O INMETRO atua como o órgão normativo e regulador que define as regras para a avaliação da conformidade no país. Por meio de portarias específicas, o instituto estabelece como os ensaios laboratoriais e as auditorias de fábrica devem ser conduzidos para verificar se os equipamentos atendem aos requisitos de segurança essenciais.Embora o INMETRO não realize os testes diretamente, ele delega essa função a Organismos de Certificação de Produtos (OCPs) e laboratórios de ensaio por ele acreditados. Esse arranjo garante o alinhamento do Brasil às práticas internacionais, assegurando que o desempenho do equipamento seja previsível e que sua eficácia clínica não seja anulada por falhas técnicas de projeto ou fabricação.

1.3. Diferença entre AFE e AE (Autorização Especial) para substâncias controladas

É comum a confusão entre a AFE e a Autorização Especial (AE). Enquanto a AFE é a autorização geral para as categorias mencionadas, a AE é uma licença adicional e específica para empresas que pretendem trabalhar com substâncias sujeitas a controle especial (como entorpecentes e psicotrópicos), conforme a Portaria SVS/MS nº 344/1998.

Empresas que fabricam ou distribuem medicamentos controlados ou insumos farmacêuticos específicos precisam possuir ambas as autorizações. A AFE valida a operação com a categoria de produto, enquanto a AE valida o direito de manipular substâncias que possuem um rigor de rastreabilidade e segurança ainda mais restrito devido ao seu potencial de abuso ou dependência.

2. Categorias de AFE/AE: Medicamentos Comuns e Controlados, Dispositivos Médicos, Cosméticos e Saneantes

A ANVISA segmenta as autorizações de acordo com a natureza do produto e o risco sanitário envolvido. Cada categoria possui resoluções próprias que definem os padrões de qualidade e os documentos necessários para o peticionamento.

2.1. AFE para Medicamentos e Insumos Farmacêuticos

Esta é a categoria de maior rigor regulatório. Abrange desde a fabricação de princípios ativos até a distribuição de medicamentos acabados. Exige o cumprimento estrito das Boas Práticas de Fabricação (BPF) ou Distribuição (BPD), com foco total na estabilidade do fármaco e na segurança do paciente.

2.2. AFE para Dispositivos Médicos (Correlatos) e a obrigatoriedade da RDC 665/2022

Empresas que lidam com equipamentos médicos, materiais de uso em saúde e diagnósticos in vitro devem seguir a RDC 665/2022. Esta norma estabelece as Boas Práticas de Fabricação de Dispositivos Médicos, sendo o pilar para a obtenção da AFE nesta categoria. Para fabricantes de equipamentos eletromédicos, a conformidade com a Portaria INMETRO 384/2020 é um requisito técnico complementar essencial para validar a segurança elétrica e o desempenho do produto.

2.3. AFE para Cosméticos, Perfumes, Produtos de Higiene e Saneantes Domissanitários

Esta categoria engloba produtos de higiene pessoal, perfumes e cosméticos (regidos pela RDC 48/2013) e saneantes domissanitários, como desinfetantes e detergentes (regidos pela RDC 47/2013). A AFE garante que esses itens, embora muitas vezes de uso livre, não contenham substâncias proibidas ou concentrações perigosas, assegurando que o processo produtivo evite contaminações cruzadas.

3. Requisitos Específicos para Fábricas e a Interface com o INMETRO

A operação industrial de produtos para saúde exige uma sincronia perfeita entre a gestão da planta e a conformidade técnica dos itens produzidos. Para a ANVISA, uma fábrica só está apta a operar quando demonstra domínio total sobre seus processos, garantindo que a segurança projetada seja replicada em cada unidade que sai da linha de montagem.

3.1. Boas Práticas de Fabricação (BPF) e a infraestrutura industrial

A obtenção da AFE para indústrias está condicionada à implementação rigorosa das Boas Práticas de Fabricação (BPF). O estabelecimento regulado deve apresentar um Projeto Básico de Arquitetura (PBA) aprovado, que garanta um fluxo produtivo unidirecional, evitando o cruzamento de materiais limpos com resíduos ou matérias-primas não inspecionadas.

A infraestrutura deve contemplar áreas segregadas para recebimento, quarentena, produção, controle de qualidade e expedição. A ANVISA avalia se a auditoria de fábrica interna e os controles de higiene, ventilação e vestimentas dos operadores estão em conformidade com as normas específicas de cada categoria, assegurando que o ambiente fabril não seja uma fonte de contaminação para o produto final.

3.2. Certificação Compulsória INMETRO para Equipamentos Eletromédicos (Portaria 384/2020)

Para indústrias que fabricam equipamentos eletromédicos, a AFE é apenas uma face da moeda regulatória. A Portaria INMETRO nº 384/2020 estabelece que esses dispositivos devem passar por uma certificação compulsória de segurança e desempenho antes de qualquer tentativa de registro sanitário.

Este processo envolve ensaios exaustivos em laboratórios acreditados para validar a segurança elétrica, a proteção contra choques e a compatibilidade eletromagnética (EMC). O INMETRO atesta que o hardware e o software do equipamento são robustos o suficiente para o ambiente hospitalar, mitigando riscos de interferências em outros aparelhos ou danos físicos ao paciente e ao operador.

3.3. Integração entre o Certificado de Conformidade e o dossiê da AFEs

A autoridade regulatória brasileira opera de forma integrada: a ANVISA não concede o registro de um equipamento eletromédico se o fabricante não apresentar o Certificado de Conformidade emitido por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado pelo INMETRO.

Essa integração exige que o fabricante mantenha um dossiê técnico unificado. Qualquer alteração no processo produtivo detectada durante a manutenção da AFE deve ser analisada quanto ao seu impacto na certificação do produto. Da mesma forma, uma falha de segurança detectada pelo INMETRO pode levar à suspensão da AFE industrial, demonstrando que a gestão da qualidade da fábrica e a integridade técnica do produto são pilares indissociáveis da conformidade legal.

4. AFE para Importadoras e Distribuidoras: Gestão da Cadeia de Custódia

Empresas que atuam na importação e distribuição de produtos regulados ocupam um elo crítico na proteção da saúde pública. Para essas atividades, a Autorização de Funcionamento (AFE) exige a comprovação de que o estabelecimento possui condições de garantir a integridade e a identidade dos produtos desde a sua nacionalização até o escoamento final para o mercado consumidor ou serviços de saúde.

4.1. Responsabilidades legais do importador perante a ANVISA

O importador é legalmente equiparado ao fabricante perante a legislação sanitária brasileira. Isso significa que a empresa detentora da AFE de importação assume a responsabilidade total pela segurança e eficácia do produto no território nacional. Conforme a Lei nº 6.360/1977, o importador deve garantir que o produto estrangeiro atenda aos mesmos requisitos de qualidade exigidos para os produtos nacionais.

Além de possuir a AFE específica para importação, a empresa deve assegurar que o fabricante internacional cumpra com as Boas Práticas de Fabricação (BPF). No caso de dispositivos médicos, a conformidade com a RDC 665/2022 deve ser verificada, e para equipamentos eletromédicos, o importador deve providenciar a Certificação Compulsória INMETRO (Portaria 384/2020) antes de submeter o registro do produto à ANVISA.

4.2. Regras para fracionamento, rotulagem e nacionalização de produtos

A nacionalização de produtos envolve etapas técnicas que vão além do desembaraço aduaneiro. Se a importadora ou distribuidora realizar qualquer atividade de fracionamento ou reembalagem, ela deve possuir autorização específica para tal, seguindo rigorosos controles para evitar contaminações ou trocas de lotes.

A rotulagem deve ser adequada à língua portuguesa, contendo todas as informações obrigatórias exigidas pela ANVISA, como o número do registro, identificação do Responsável Técnico (RT) e instruções de uso. Qualquer alteração na embalagem secundária para inclusão de manuais ou etiquetas deve ser realizada sob condições controladas de higiene e organização, garantindo que as características originais do produto, validadas pelo INMETRO ou por ensaios de estabilidade, não sejam alteradas.

4.3. Rastreabilidade de lotes e controle de recebimento e expedição

A essência de uma operação logística segura reside na rastreabilidade. A AFE para distribuidoras e importadoras exige um sistema de gestão que permita identificar, a qualquer momento, para onde cada unidade de um lote específico foi enviada. Esse controle é vital para a execução de ações de tecnovigilância e farmacovigilância.

Os processos de recebimento devem incluir a conferência rigorosa da integridade das embalagens e a verificação de registros de temperatura durante o transporte internacional ou nacional. Na expedição, a empresa deve garantir que o transporte subsequente mantenha as condições de conservação estabelecidas.

O controle de estoque deve seguir o princípio de que o primeiro que vence é o primeiro que sai (PVPS), assegurando que produtos fora da validade nunca cheguem ao usuário final, mantendo a integridade da cadeia de custódia sanitária.

5. AFE para Transportadoras e Armazéns de Terceiros (Logística)

A logística de produtos para saúde é um dos elos mais sensíveis da cadeia regulatória. Transportadoras e operadores logísticos que movimentam medicamentos, dispositivos médicos, cosméticos e saneantes devem possuir AFE própria, garantindo que a qualidade assegurada na fábrica não seja perdida durante o trânsito ou armazenamento.

5.1. Requisitos para Operadores Logísticos e Armazenagem de Terceiros

O estabelecimento regulado que atua como armazém geral deve comprovar infraestrutura capaz de segregar produtos por categoria e status (aprovado, quarentena ou rejeitado). A ANVISA exige que o operador logístico possua procedimentos rigorosos para evitar a contaminação cruzada, especialmente quando armazena saneantes domissanitários no mesmo complexo que dispositivos médicos ou cosméticos.

A obtenção da AFE para esta atividade depende da apresentação de um sistema de gestão que garanta a Boas Práticas de Armazenagem (BPA). Isso inclui o controle de acesso às áreas de estoque, limpeza técnica programada e um sistema de rastreabilidade que permita localizar qualquer lote depositado por seus clientes em questão de minutos, atendendo a requisitos de prontidão para recalls.

5.2. Qualificação de transporte e controle de temperatura e umidade

Para transportadores, o foco da AFE é a qualificação de transporte. A empresa deve provar, por meio de registros consistentes, que é capaz de manter as condições de conservação exigidas pelos fabricantes. Isso é particularmente crítico para medicamentos termolábeis ou dispositivos médicos sensíveis ao calor.

O monitoramento de temperatura e umidade deve ser contínuo durante o trajeto, utilizando instrumentos calibrados. A consultoria técnica auxilia na definição das rotas e na validação das embalagens térmicas ou baús refrigerados, garantindo que o transporte não altere as propriedades físico-químicas dos produtos, o que invalidaria as certificações de segurança originais e as normas de desempenho essencial.

5.3. Terceirização de atividades logísticas e o contrato de prestação de serviço sanitário

A relação entre o detentor do registro do produto e o prestador de serviço logístico deve ser formalizada por um contrato que detalhe as responsabilidades sanitárias de cada parte. A ANVISA exige que este contrato preveja auditorias periódicas do contratante no armazém ou transportadora terceirizada.

A terceirização não exime o dono do produto da responsabilidade final, mas o operador logístico deve responder tecnicamente pela guarda e movimentação enquanto o item estiver sob sua custódia. A AFE do transportador ou armazém deve estar sempre atualizada e compatível com as classes de produtos dos seus clientes, sob pena de interdição da carga e multas para ambas as empresas por descumprimento das normas de vigilância sanitária.

6. Passo a Passo do Peticionamento no Sistema Solicita

A obtenção da Autorização de Funcionamento (AFE) é um processo totalmente digital, realizado através do portal de serviços da ANVISA. A eficiência nesta etapa depende da organização prévia do dossiê e do correto enquadramento da empresa, evitando atrasos por exigências técnicas ou indeferimentos por erros de preenchimento.

6.1. Cadastramento de empresa e enquadramento de porte (Taxas ANVISA)

O primeiro passo prático é o cadastramento da empresa no sistema de segurança da ANVISA. O gestor deve associar o perfil da empresa ao sistema Solicita, que é a interface oficial para peticionamentos. É neste momento que se define o enquadramento de porte, um fator determinante para o custo do processo.

A Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS) varia significativamente conforme o faturamento anual da empresa. Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) possuem descontos substanciais, mas para usufruir desse benefício, é obrigatório realizar a comprovação de porte no sistema antes de gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU). O pagamento da taxa é a condição sine qua non para que a ANVISA inicie a análise do pleito.

6.2. Documentação obrigatória: Alvará Sanitário e Responsabilidade Técnica

Nenhum processo de AFE prospera sem a base documental local. O documento mais crítico é a Licença Sanitária (LS) ou Alvará Sanitário, emitido pela Vigilância Sanitária municipal ou estadual após inspeção presencial. Este documento prova que o local físico já foi validado pelas autoridades regionais.

Além da licença, a empresa deve apresentar o comprovante de vínculo com o Responsável Técnico (RT). O RT deve possuir registro ativo em seu respectivo conselho de classe (como CRF para medicamentos/cosméticos ou CREA/CRQ para saneantes e equipamentos) e responderá legalmente pela qualidade das operações. A consultoria técnica da DSL Consult auxilia na elaboração do Manual de Boas Práticas e dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), que são os documentos que descrevem como a empresa opera no dia a dia.

6.2. Documentação obrigatória: Alvará Sanitário e Responsabilidade Técnica

Nenhum processo de AFE prospera sem a base documental local. O documento mais crítico é a Licença Sanitária (LS) ou Alvará Sanitário, emitido pela Vigilância Sanitária municipal ou estadual após inspeção presencial. Este documento prova que o local físico já foi validado pelas autoridades regionais.

Além da licença, a empresa deve apresentar o comprovante de vínculo com o Responsável Técnico (RT). O RT deve possuir registro ativo em seu respectivo conselho de classe (como CRF para medicamentos/cosméticos ou CREA/CRQ para saneantes e equipamentos) e responderá legalmente pela qualidade das operações. A consultoria técnica da DSL Consult auxilia na elaboração do Manual de Boas Práticas e dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), que são os documentos que descrevem como a empresa opera no dia a dia.

6.3. Acompanhamento do processo e publicação no Diário Oficial da União (DOU)

Após o protocolo eletrônico, o processo entra em fila de análise técnica. Durante este período, a ANVISA pode emitir uma exigência técnica, solicitando esclarecimentos ou documentos complementares. O prazo para cumprimento dessas exigências é curto, e a falha na resposta resulta no arquivamento do processo.

A conclusão positiva do peticionamento não é enviada por e-mail, mas sim publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU). Somente após a publicação do número da AFE no DOU é que a empresa está legalmente autorizada a iniciar suas atividades. Para fabricantes de equipamentos, este é o marco que permite a submissão final do registro do produto, consolidando a união entre a regularização da empresa e a certificação técnica do dispositivo.

7. Manutenção, Alteração e Ampliação de Atividades na AFE

Muitas empresas iniciam operando apenas com cosméticos e, com o tempo, decidem expandir para dispositivos médicos ou saneantes. Essa mudança exige um peticionamento de ampliação de atividade. A ANVISA reavaliará se a estrutura atual e o sistema de gestão da qualidade (conforme a RDC 665/2022, por exemplo) comportam a nova categoria sem risco de contaminação cruzada.

7.1. Ampliação de escopo para novas categorias de produtos

Muitas empresas iniciam operando apenas com cosméticos e, com o tempo, decidem expandir para dispositivos médicos ou saneantes. Essa mudança exige um peticionamento de ampliação de atividade. A ANVISA reavaliará se a estrutura atual e o sistema de gestão da qualidade (conforme a RDC 665/2022, por exemplo) comportam a nova categoria sem risco de contaminação cruzada.

7.2. Alteração de endereço, razão social ou mudança de Responsável Técnico

Mudanças administrativas ou físicas são gatilhos para a atualização da AFE. A alteração de endereço é a mais complexa, pois exige uma nova inspeção da Vigilância local e a emissão de um novo Alvará Sanitário antes da averbação na ANVISA. Já a mudança de Responsável Técnico deve ser comunicada em prazos estritos (geralmente até 30 dias) para garantir que o estabelecimento nunca opere sem supervisão profissional qualificada.

7.3. Auditorias internas e renovação da Licença Sanitária local

Embora a AFE nacional não tenha mais uma data de validade anual (sendo válida enquanto a empresa mantiver as condições), a Licença Sanitária local geralmente precisa de renovação anual. A manutenção da AFE depende da validade desta licença local. Realizar auditorias internas periódicas é a melhor estratégia para garantir que, a qualquer momento, a empresa esteja pronta para uma inspeção surpresa, mantendo o padrão de qualidade exigido pela Lei 6.360/77.